Jesus exorta: “Ficai de vigília! Porque não sabeis a que hora virá o vosso Senhor.” A urgência não está nas especulações do "quando", mas na postura de prontidão constante. Ainda que ignoremos o dia e a hora, nossa missão é clara: manter-se alerta e vigilante.
O mundo moderno, anestesiado pelo imediatismo e pelo conforto, prefere adiar as coisas sérias. Muitos vivem como se a vida fosse um recreio interminável, esquecendo que o tempo é breve e que cada instante nos aproxima do encontro definitivo com Deus. Cristo, porém, não nos permite ilusões: o Senhor virá, e ninguém sabe a hora.
Vigiar não significa viver em sobressalto, mas em disciplina. O cristão vigilante não perde tempo com distrações inúteis. Ele cuida de sua alma, cumpre suas responsabilidades diárias e mantém as lâmpadas acesas com o óleo da fidelidade.
A tentação de todo tempo é pensar que “há ainda muito tempo”. Nada corrompe tanto a vida espiritual quanto a ilusão de que podemos adiar a conversão, relaxar o espírito e deixar para amanhã aquilo que só pode ser feito hoje.
Cristo promete que o servo fiel será colocado à frente de bens ainda maiores. Ou seja: a fidelidade gera mais responsabilidades, e não menos. O Senhor confia mais àquele que persevera. A recompensa não é descanso preguiçoso, mas uma participação mais plena na obra de Deus.
O tempo não é para dispersão, mas para missão.
Não há lugar para acomodação.
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