O Louvor como Dever e Missão do Homem

O homem foi criado para glorificar a Deus. Toda a criação, desde as estrelas até os pequenos pássaros, cumpre o fim para o qual foi ordenada: espelhar a grandeza do Criador. Mas, entre todas as criaturas visíveis, somente o homem possui a palavra e a inteligência para louvar livremente a Deus. Não se trata de mera emoção ou sentimentalismo, mas de um dever de justiça: reconhecer a Deus aquilo que Lhe pertence.

O Louvor é Ato de Justiça

Santo Tomás de Aquino ensina que a virtude de religião consiste em dar a Deus o culto devido. Louvar a Deus é, portanto, reconhecer Sua bondade e majestade, não porque Ele precise de nosso louvor, mas porque nós precisamos reconhecer a verdade de quem Ele é. Quem louva, ajusta a própria alma à realidade. Quem se cala diante de Deus, mente com a vida.

O Louvor Purifica a Alma

Enquanto a murmuração nos degrada e nos fecha no egoísmo, o louvor eleva o coração, liberta-o das preocupações terrenas e abre-o para a eternidade. A alma que aprende a louvar descobre que até as cruzes podem ser cantadas, porque em tudo se manifesta a providência divina.

O Louvor como Escola de Humildade

Louvar é colocar Deus no centro, reconhecendo que todo bem procede d’Ele. Por isso, o louvor é inseparável da humildade. O soberbo não louva: gaba-se de si mesmo. O humilde canta: “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória” (Sl 113B,1).

O Louvor na Vida Cristã

A liturgia da Igreja é o lugar por excelência do louvor. Cada Missa é o cântico perfeito que Cristo oferece ao Pai. O Ofício Divino, os Salmos, o cântico do “Glória” e do “Sanctus” são exercícios contínuos dessa obrigação. Mas também na vida ordinária, no trabalho, nos estudos e nas relações familiares, deve haver espírito de louvor: reconhecer em cada detalhe a presença e a bondade de Deus.


O louvor não é ornamento da vida cristã, mas sua respiração. Quem não louva, esmorece. Quem louva, persevera. Louvar é unir-se ao coro dos anjos e dos santos que eternamente cantam diante do trono de Deus. É viver já na terra o que será nossa eternidade no Céu.




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