Do Mar Vermelho ao Rio Jordão — duas travessias que falam da vida



Na Bíblia, há dois momentos em que Deus abre as águas para o Seu povo passar a pé enxuto: o Mar Vermelho e o Rio Jordão.

À primeira vista, parecem o mesmo milagre repetido. Mas não são.
Um marca o início da caminhada; o outro, o fim.

O Mar Vermelho foi a fuga da escravidão do Egito. O povo estava encurralado, sem saída. Deus interveio, abriu o mar e afogou os inimigos. É a imagem da sua libertação do pecado, do momento em que Cristo te arranca da escravidão do demônio. Foi isso que aconteceu no seu batismo: Deus quebrou as correntes e te colocou na estrada rumo ao Céu.

O Rio Jordão foi a entrada na Terra Prometida, depois de 40 anos no deserto. Não havia mais faraó correndo atrás. Agora o desafio era atravessar e tomar posse da herança. O Jordão é símbolo do fim da sua vida: o último passo antes de entrar no Paraíso — se você tiver permanecido fiel durante a caminhada.

Entre um e outro há toda a sua história.
O Mar Vermelho te colocou no combate. O Jordão te espera como recompensa.
E aqui está o ponto: ninguém atravessa o Jordão por acaso. Não basta “sobreviver” no deserto; é preciso andar, lutar, obedecer, manter-se puro. Muita gente que saiu do Egito morreu no caminho porque reclamou, se acomodou, ou traiu a Deus.

Estamos no meio do percurso: já saimos do Egito, mas ainda não chegamos ao Jordão. A pergunta é: como vamos atravessar esse percurso?
Gastar a vida em pecados de estimação, distraído, “fazendo tempo passar”? Ou andar com decisão, aproveitando cada dia para crescer em virtude, servir a Deus e preparar-se para o encontro final?

O Mar Vermelho foi grande, mas o Jordão é definitivo.
Não basta começar bem. É preciso terminar santo.

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